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Bases para o início do pensamento filosófico: do mito à physis



A mitologia, outrora usada para explicar a realidade através do sobrenatural, foi gradativamente substituída pelo naturalismo do pensamento filosófico-científico. O início dessa forma de pensar é atribuída a Tales de Mileto, considerado o pai da filosofia. A transição do mito para a ciência se dá basicamente pelo inconformismo com a maneira antiga do pensamento que já não explana o mundo e seus fenômenos de modo satisfatório.

Tendo como berço a antiguidade grega, a filosofia nasceu como o objetivo de compreender a realidade com base na reflexão e na racionalidade. Dessa forma, a sociedade passou a buscar a justificativa no mundo - que é considerado autoexplicativo - e na sua natureza, se estruturando em fatos e deixando para trás o misticismo em que consistia o conhecimento.

O pensamento filosófico-científico foi impulsionado não somente pela decadência do mito, mas também pelo crescimento das atividades comerciais e políticas: a sociedade se tornava cada vez menos apegada ao abstrato.

Este novo modelo de pensamento ganhou características e fundamentos, entre eles estão:

  • physis - a natureza como foco do estudo e o natural se torna parte essencial na busca pelo conhecimento; 
  • causalidade - também baseada em fenômenos naturais, buscava atribuir todo efeito a uma causa precedente; 
  • arché - propõe a indicação de um elemento básico e inicial para o desenvolvimento da causalidade; cosmo - está relacionado à ordem e beleza firmadas na racionalidade; 
  • logos - trata-se de uma narrativa ou discurso baseado na realidade comprovada; 
  • caráter crítico - este ponto torna as ideias discutíveis e abertas a mudanças através da argumentação.
- Resumo feito por Carolaine Marinho do cap. 1 do livro Iniciação à história da fiolosofia

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Focault: A pena como manutenção do Estado


O Estado manipula as pessoas e, por conseguinte, a sociedade de acordo com suas necessidades. Tudo é minimamente articulado para que a ordem seja mantida e não haja indivíduos capazes de questionar o status quo. Nessa perspectiva, a criminalidade também pode ser analisada como um elemento de manutenção do Estado, sobretudo, se analisarmos o poder punitivo. Michel Focault nos diz muito sobre isso.
Na Idade Média, as penas estavam ligadas à alma, dado que vive-se numa época em que a religião é o centro norteador da vida. Dessa forma, ao cometer um crime, o indivíduo estaria em pecado, e, consequentemente, perderia a sua alma. O medo, assim, instaurava-se entre as pessoas, as quais estavam sob o jugo do pensamento da Igreja. 
Com a modernidade e os Estados Absolutistas, essa lógica ainda se manteve, pois os reis eram vistos como deuses, de modo que ao quebrar o pacto social estabelecido, o indivíduo estava desrespeitando o próprio deus personificado na figura do rei. A de se considerar que, embora viva-se no mundo racional moderno, os resquícios da sociedade feudal extinguiram-se apenas com a dupla revolução burguesa do século XVIII, a saber, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.
Quando de fato há uma superação do pensamento medieval, o corpo passa a ser valorizado e, portanto, matar ou torturar as pessoas, como era típico no suplício, torna-se uma prática que não se coaduna com a sociedade capitalista industrial, a qual faz-se necessário mão de obra.
Dessa maneira, o Estado busca adaptar o sistema punitivo à nova realidade social, logicamente, para atender os interesses da burguesia, a qual além do poder econômico, possui agora o poder político, de modo que pode adequar a sociedade a seus interesses de forma mais fácil. Surgem as prisões como conhecemos hoje, nas quais o delinquente cumpre a pena. A prisão é vista, então, como uma segunda escola para aqueles que não aprenderam de forma correta as regras de convivência e obediência.
Focault atenta para o fato de que para o delinquente se ressocializar, é preciso que ele seja instruído, a fim de que possa ter condições mínimas de sobrevivência, ou seja, uma profissão na qual possa ser uma mão de obra útil, como também qualidade para participar da cidadania, da vida em comunidade e, assim, cumprir as regras impostas pelo pacto social.
A mudança paradigmática que se estabeleceu na pena deveu-se as necessidades sócio-históricas da época, para atender aos interesses da classe dominante. Passado algum tempo, chegamos ao mundo contemporâneo, chamado por muitos de pós-moderno, e novas necessidades sócio-históricas se estabelecem, de tal maneira que a prática punitiva ganha uma nova faceta.
Na modernidade líquida - como diz Bauman - vivemos sob o império da insegurança, inclusive do ponto de vista da criminalidade. Assim, o Estado passa a ser cada vez mais necessário, uma vez que ele deve prover a segurança, assim como a iniciativa privada, através dos condomínios fechados, segurança privada, shopping centers.
Há, portanto, uma insegurança institucionalizada, em que apenas o Estado e os poderosos da iniciativa privada se beneficiam (os quais não raramente são os mesmos). Para a elite, a insegurança é resolvida com os condomínios fechados e a segurança privada. O pobre não tem a mesma possibilidade e, assim, padece com a insegurança e a criminalidade (basta lembra que nos confrontos entre a polícia e as facções criminosas na favela, são as pessoas de bem que mais sofrem as consequências).
Quanto maior a insegurança, mais necessário é o Estado. O acúmulo de riquezas por essa classe aumenta ainda mais as desigualdades sociais e, consequentemente, a criminalidade, pois não são dadas condições de paridade entre os indivíduos (isso não justifica de forma absoluta a criminalidade, já que ser pobre não implica ser criminoso, pois se assim fosse estabeleceria-se um determinismo, em que todo pobre é delinquente). O Estado não cumpre a sua função educadora, preventiva, apresentando-se apenas com a função curativa, repressora, a qual é muito mais mercadológica.
O indivíduo sem poder econômico e cultural não possui condições de escapar da insegurança. Pela falta do primeiro não pode fugir para o mundo dos condomínios fechados e da segurança privada e pela falta do segundo não possui o discernimento necessário para entender o sistema o qual está envolvido (e é o principal prejudicado). Assim, clama de forma desesperada pela ingerência do Estado, para que sinta-se seguro.
Sendo assim, a pena privativa de liberdade atende a interesses próprios dos dominantes que lucram com isso, além de institucionalizarem a insegurança para que possam ser vistos como indispensáveis à sociedade. A aplicação desse sistema punitivo serve, portanto, para manter o regime ditatorial de uma democracia oligárquica, garantindo a exploração de muitos por poucos.
Como diz Shecaira

"A pena privativa de liberdade é a forma mais extrema de controle penal. É sabido que o regime penitenciário regula de modo minucioso todos momentos da vida do condenado, podendo despersonalizá-lo e convertê-lo num autômato. Essa pena tem um vínculo umbilical com o próprio Estado que a criou. A pena é um instrumento assecuratório do Estado, a reafirmação de sua existência, uma necessidade para a sua subsistência."
Assim, o sistema punitivo que aplica-se hoje, cheio de falhas e que não ressocializa o delinquente, sendo uma verdadeira escola do crime, é interessante para o próprio Estado e os seus parceiros poderosos. Essa afirmação pode até ser paradoxal, e o é, mas se o Estado implementasse um sistema efetivo, no qual diminuísse a criminalidade (e sabemos que a melhor maneira disso ser feito é por meio da educação, de forma preventiva) a sua função social diminuiria sensivelmente, pois quanto menor a desordem, menos se faz necessário o Estado.
Não quero dizer com tudo isso, que a criminalidade é culpa do Estado, já que existem uma série de fatores que levam o sujeito a delinquir. Mas, quero abrir o horizonte para a possibilidade (não sou o dono da verdade) de o Estado e a iniciativa privada, ou seja, os dominantes serem os principais beneficiários de um sistema punitivo que não recupera, tampouco, ressocializa ninguém. Pelo contrário, devolvem o delinquente ainda pior para a sociedade, retroalimentando o crime.
O sistema a fim de se manter, cria indivíduos incapazes de questionar, repetindo como meras máquinas o que é lhe passado, ou dito de outra forma:

"A disciplina faz funcionar um poder relacional que se auto-sustenta por seus próprios mecanismos e substitui o brilho das manifestações pelo jogo ininterrupto dos olhares calculados."

Vi no: http://genialmentelouco.blogspot.com.br/2015/05/focault-pena-como-manutencao-do-estado.html 

Zaratustra e a Dança com o Mundo

Quando Zaratustra desceu de sua montanha, encontrou com um velho homem que pensou ‘Sim, reconheço Zaratustra. Puro é seu olhar, e sua boca não esconde nenhum nojo. Não caminha ele como um dançarino?'” – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 12
dancers practicing at the barre, 1877 - Edgar Degas
dancers practicing at the barre, 1877 – Edgar Degas
Já ouço os primeiros acordes! Aqueçam os pés! Ah, sabemos que Zaratustra é um dançarino gracioso! Sim, ele se move ligeiro sobre todos os valores, não resta dúvidas. Então qual a razão deste texto? O que ainda podemos aprender com os passos alegres e desenvoltos de Zaratustra? “Apenas na dança sei falar o símile das coisas mais altas” (p. 141). A criação de Nietzsche é um sopro que derruba os frutos podres da árvore. Se Zaratustra pula com graça e parece pairar no ar, não nos enganemos, ele deixa a Terra para trás? Não! O dançarino pode pular alto, mas sempre volta para o chão, ele parece voar àqueles que não dominam suas técnicas de dança.
O mundo é um mar de forças, “Vontade de Potência e nada além disso…” (veja aqui). Cá estamos, jogados na existência nua e crua, ela não perdoa. Como escapar? Impossível, todo virar o rosto é covardia, “todo idealismo é mendacidade” (amor fati). É preciso suportar, não com espírito de gravidade, mas sim com o espírito da dança. É preciso saber dizer sim! Deixemos de lado todo peso, tudo que nos impede o movimento! É preciso saber dançar!
the-drummer-and-the-dancers-1995Nzante Spee
The drummer and the dancers , 1995 – Nzante Spee
Zaratustra diz sim à vida porque aprendeu a dançar. O que isso significa? Não podemos ficar na metáfora para sempre (ou será que podemos?). O mundo tem um ritmo, a existência possui uma cadência que podemos codificar, apreender, sentir. Não estamos falando da cadência monótona dos ponteiros do relógio. “O dançarino tem o ouvido – nos dedos dos pés!” (p. 215). O mundo se move em uma cadência singular em cada ponto, somos parte deste ritmo, o sentimos em cada célula, nos colocamos em harmonia ou desarmonia com ele.
O dançarino se move sempre ágil para encontrar um espaço de criação e crescimento de si. A semente dança com a terra enquanto brota, a flor dança com a abelha. O tigre dança com a gazela; o surfista dança com a onda. Tudo tem seu ritmo, nosso próprio corpo dança consigo mesmo. Mas nossa condição parece ser um pouco mais complicada… e rio em que pulamos não é calmo e límpido. A correnteza caudalosa não perdoa. Precisamos encontrar os espaços certos para não dar de frente com as rochas.
Assim Falou Zaratustra é um livro que ensina a dançar. “Que tudo pesado se torne leve, todo corpo, dançarino, e todo espírito, pássaro” (p. 221). Mas isso não significa sempre dançar conforme a música! Estamos longe da mera adaptação, seria simples demais se fosse assim. Nossas pernas em contato com o chão criam uma rítmica única, os passos ecoam e transformam o mundo à nossa volta. Podemos nos afastar com graça, deixar para trás a tarantela para encontrar outros ritmos em outros lugares. Saber dançar é saber também mover-se nos silêncios.
É de praxe não recusar uma dança, trata-se de falta de educação. Por isso Nietzsche ensina a “dizer Não o mínimo possível. Separar-se, afastar-se daquilo que tornaria o Não sempre necessário” (Ecce Homo). Aprender a dizer não o mínimo possível e aprender a colocar-se em uma posição onde o Não quase não será necessário. Colocar as forças reativas, o instinto de auto-conservação a serviço das forças ativas; não percamos tempo demais fugindo, evitando, se escondendo.
Isso pode envolver sentar em outro lugar, sair de casa em outro horário, mudar de cidade, de país, de emprego, de relacionamento. Entre samba e punk, qual você prefere? Queremos ser aqueles que cada vez mais dizem Sim! Para isso precisamos aprender a virar o rosto e não desperdiçar nossas energias acusando e julgando, menos ainda se culpando ou se arrependendo. Quanto tempo não perdemos tentando dançar ritmos que não são nossos!
Nietzsche nos traz um bom exemplo de seus pés ágeis e gaiatos. Ele dançava geograficamente, indo para o sul e para o norte da Europa de acordo com as épocas do ano, ele, a Terra e o sol dançavam juntos; o filósofo também dançava gastronomicamente, escolhendo cuidadosamente as comidas e bebidas que ingeria; sua pena movia-se leve por entre seus aforismos. Também não perdia tempo lendo o que não julgava necessário.
O corpo flexível e convincente, o dançarino cujo símbolo e epítome é a alma que se compraz em si. O prazer consigo desses corpos e almas chama a si mesmo ‘virtude'” – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 181
Somente na dança habitamos a superfície de nós mesmos. Os pés vão para a direita ou para a esquerda? Não se pode pensar, “apenas sinta seu corpo, sinta meu corpo“, ah, como a dança é não cartesiana! Como a filosofia pode ser desengonçada! “Cuidado com os pés!“. Quando o corpo dança, os olhos da razão se fecham, o cérebro pode descansar um pouco, vamos corpo, vamos! Os portões da pele são destrancados, abrimos passagem para fluxos nunca antes sentidos. O suor é a prova de alegria e movimento. Os poros são como olhos que se abrem, para dentro e para fora, deixando a vida passar. Nos tornamos um rio…
Aprendi a andar: desde então corro. Aprendi a voar: desde então, não quero ser empurrado para sair do lugar. Agora sou leve, agora voo, agora me vejo abaixo de mim, agora dança um deus através de mim” – Nietzsche, Assim falou Zaratustra
Dancer in pigalle, 1912 -  Gino Severini
Dancer in pigalle, 1912 – Gino Severini
Se aprendemos a dançar, procuramos parceiros que também se movam com graça pelo salão, queremos aprender passos novos, queremos dançar com os outros, ensinamos os mais duros a moverem-se com leveza. Com dança não se paga, dá-se de graça, transborda. E onde estão os deuses? Ora, bailando é claro, mas isso não importa. Andamos rápido, só olhos atentos nos encontram. Queremos ir além de nós mesmos, e nossa dança faz isso. Nos perdemos, nos reencontramos, nos perdemos novamente, quem consegue seguir nossos passos? Ah, atenção, eles seguem por vezes na frente de nossos valores, nossa identidade, nossa verdade, nosso bem e nosso mal.
Ó homens superiores, o pior que há em vós é: não aprendestes a dançar como se deves dançar – indo além de vós mesmos! Que importa se malograstes? Quanta coisa é ainda possível! Então aprendei a rir indo além de vós mesmos! Erguei vossos corações, ó bons dançarinos! Mais alto! E não esqueçais o riso tampouco!” – Nietzsche, Assim Falou Zaratustra, p. 281
> texto parte da série: Assim Falou Zaratustra <
Candle dancers, 1912 - Emil Nolde
Candle dancers, 1912 – Emil Nolde

Vi no blog https://arazaoinadequada.wordpress.com

O Diálogo entre Alexandre e Diógenes

  Conta-se que, certa feita, Alexandre da Macedônia, o Grande, após triunfar sobre os gregos e entrar em Atenas como conquistador, ali soube da existência daquele considerado um verdadeiro sábio pelos atenienses, o mais sábio dentre os homens: Diógenes de Sínope.
  Segundo relataram ao Grande, Diógenes fora pupilo do célebre Antístenes de Atenas, por sua vez fundador do Cinismo e notável discípulo de ninguém menos do que o próprio Socrátes. Diógenes era natural de Sínope (hoje, uma cidade da Turquia), mas quando questionado sobre sua naturalidade, se havia ou não nascido em Atenas, respondia simplesmente que era “uma criatura natural do cosmos, e não de uma cidade nem de um estado”.
  Conforme as lendas que cercam seu nome, Diógenes, por desprezar praticamente tudo o que considerava mundano, vivia em trapos e perambulava pelas ruas atenienses carregando uma pequena lamparina acesa. Diógenes falava que estava a procurar pelo menos um homem de verdade, um que vivesse por si mesmo, que não fosse apenas membro de um rebanho. Acabou capturado por piratas e posto a venda como escravo. No mercado, foi comprado por um nobre que lhe incumbiu da instrução de seus dois filhos.
  Ao perguntar onde poderia encontra o tal sábio, Alexandre escutou que Diógenes morava num barril, nas proximidades de um porto, diziam. Alexandre, sabendo da enigmática busca empreendida por aquele estranho sábio, apressou-se em procurá-lo. Encontrando Diógenes sentado no chão ao lado de seu barril, tomando sol, o imperador, extasiado, apressou-se em lhe dizer: “Sou Alexandre, aquele que conquistou todas as terras. Peça-me o que quiser que eu lhe darei. Palácios, terras, honrarias, escravos ou tesouros jamais vistos. O que você quer, ó Sábio?”. Diógenes, levantou os olhos e respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.
  Percebendo que se posicionara entre Diógenes e o sol, Alexandre, perplexo ante a profundidade do que havia escutado, se retirou daquele lugar, deixando também a Capital grega, para nunca mais voltar.


  Alexandre, o Grande, é considerado o maior conquistador da história. Diógenes, por sua vez, é considerado o maior entre os filósofos Cínicos.

Alguns filósofos e suas ideias

Separamos para vocês alguns dos maiores filósofos de nossa história, mas essa matéria não visa especificar a vida e a história completa de cada filósofo (será postada em breve) e sim, em um breve resumo, destacarmos as ideologias de cada um, com informações que podem até mesmo ser citadas em suas redações do Enem e outros vestibulares para tornar seu texto mais rico.
Para quem deseja se aprofundar em algum desses filósofos basta escolher através de suas ideias aquele que mais lhe agradar,  pesquisar mais a fundo e até mesmo ler suas obras,.
Segue abaixo alguns dos mestres da filosofia:

Tales de Mileto:

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Iminência é a ideia de que Deus está no mundo, Tales dizia que, “todas as coisas estão cheias de deuses”, e ensinava que era preciso abrir os olhos para o mundo.

 René Descartes:

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O cartesianismo consiste em negar e questionar tudo que não resistia a dúvidas. Como o próprio nome indica, Descartes foi o maior defensor. Ele chegou a duvidar da sua própria existência , mas conseguiu prova-la com a famosa frase: “Penso, logo existo”.

Diógenes:

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O Cinismo é uma doutrina da filosofia grega que considerava a honestidade o único requisito para a felicidade. Por isso, os cínicos eram ascetas radicais, completamente alheios a questão como roupa, família e higiene. Diógenes um de seus representantes era um morador de rua.

Edmund Burke:

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Possível fundador do conservadorismo anglo-americano, os quais pensavam que o homem é naturalmente mau, por isso a sociedade serviria para civiliza-lo. Visavam uma mudança lenta e gradual ao invés de uma revolução.

Platão:

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Para Platão antes do mundo real, existe o mundo das ideias, que seria o único e verdadeiro de fato. Enquanto isso o mundo em que vivemos seria uma sombra, uma ilusão. Acreditava também na imortalidade da alma.

Sócrates:

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A dialética é a arte de debater, e Sócrates, que estabeleceu o costume do diálogo nas rodas de intelectuais na Grécia. Antes dele, a retórica e a capacidade de falar bem, importava mais do que argumentos.
Foi fundamental também para o desenvolvimento da ética, a qual define-se como o certo e errado, estabeleceu que ela muda constantemente de acordo com o tempo e a cultura de um povo.

Epicuro:

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Para Epicuro, vive bem quem não tem medo e aproveita o hoje. No espicurismo, o caminho é viver com prazeres moderados, conseguindo assim a libertação do medo.

Zenão de Cítio:

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fundador do Estoicismo, que acreditava que o mundo é governado por uma ordem divina, ensina também que somente pelo desapego, ignorando dor e prazer, é que se descobre a verdade.

Nicolau Maquiavel:

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No humanismo o homem virou o centro das antenções, seja na pintura, obras de arte, pesquisa ou outros campos. É no humanismo que  determina  que é certo ou errado, não é estabelecido por Deus, e sim homem. O grande defensor das ideias humanistas foi Maquiavel autor da obra “o Principe”.

Friedrich Nietzsche:

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O Niilismo proliferou no século 19 as grandes ideologias políticas, os niilistas negam a realidade em prol de um mundo perfeito, defendem que nada tem valor e que não há motivos para respeitar tradições, leis ou princípios, seu maior inimigo foi Friedrich Nietzsche.

Emmanuel Kant:

As descobertas científicas dos séculos XVI e XVII derrubaram a ideia de que o mundo era uma coisa ordenada por Deus. Por isso, os filósofos dessa época diziam que era necessário iluminar-se e criar uma nova ordem para o mundo. Entre eles estava Emmanuel Kant, autor do livro Crítica da Razão Pura.
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Respostas sem respostas e o reencontro com as perguntas

                              



― Pai, por que eu nasci?  pergunta a filha, pensativa. 

― Ué filha, porque é assim que é a vida. Um dia você também terá seus filhos – responde o pai, solícito. 

― Mas pai, por que a vida é assim?

― Porque ela simplesmente é assim, não há explicação! 
― Mas pai, se não há explicação, existimos por quê? 
― Filha, existimos pronto e acabou! 
― Você não é curioso pai? 
― Não ligo para essas coisas.
― Mas não acha que vivemos praticamente como robôs se não nos questionarmos de vez em quando?  
― Meu Deus! Aonde quer chegar com essas perguntas? – diz o pai, estupefato. 

― Só queria tentar encontrar as respostas dessas respostas sem respostas...



Concebi esse breve diálogo a fim de refletirmos como agimos perante esse oceano de informação que o mundo nos oferta diariamente. E comumente, essas informações são constituídas de respostas prontas. Seja através da publicidade, da religião, da política, da cultura. Somos inundados de ideias, de crenças, de tradições, de costumes, de hábitos, etc. E quase sempre nos acomodamos a essas respostas já pré-constituídas. E por quê? 

Voltando à pergunta do professor de filosofia e história geral Pablo Carneiro (citada no tema 'O mito da caverna'): ''Será que é uma pré-disposição ao engano ou puro comodismo?''. 

De qualquer forma, a questão é por que aceitamos as respostas da forma pela qual aceitamos, com tamanha facilidade? Será que o âmbito em que crescemos cristalizou em nós essa tendência, em vista dos mais velhos colocarem como 'verdades últimas' seus limitados conhecimentos, ensinando-nos assim  mesmo que inconscientemente, a nós e a eles , talvez pela ternura, pela confiança, a assimilarmos tal ou qual ideia sob a perspectiva da mais real veracidade? E assim, formamos gradualmente uma espécie de auto-consonância, em relação à contígua aptidão de adaptação a esse mecanismo contínuo, inconsciente ou não, de aceitação do comportamento de aceitar sem hesitar a aceitação mediante a ideia que lhe é imposta.

Mas ainda tendo a acreditar que essa tendência possa estar mais adstrita -- ainda enleado com a acima --, por uma espécie de fobia por quebras de paradigmas mentais. Seja por uma perturbação oriunda da ideia de mudanças de conceitos, concepções, tendo em vista ainda a influência religiosa, familiar, ou ainda a própria influência, em vista do orgulho. Seja por uma demasiada indolência constituída em boa parte através do cotidiano, em termos de curiosidade. Para simplificar, relembro e modifico um pouco o termo usado por Descartes: ''a curiosidade de si e do mundo é tão sobejamente intrínseca a todos, pois quase ninguém deseja mais do que têm'', quando têm.
Enfim, não foco aqui na causa, mas na remediação desse reflexo condicionado. Também não alvitro aqui uma teimosia diante de tudo o que foi absorvido durante a existência, em todos as áreas. Mas apenas uma reflexão sobre o ato de se adaptar mecanicamente às respostas, olvidando comumente, as perguntas. 
É demasiado necessário a reformulação das perguntas durante o decorrer do tempo, em todos os aspectos existenciais. Platão disse: ''Uma vida não questionada, não merece ser vivida''. 
O exímio físico Albert Einstein dizia que a curiosidade é mais relevante do que o conhecimento, pois a primeira incita ao segundo.
Se questionar consuetudinariamente à cerca de si mesmo e do mundo não é ser niilista, e nem cético, em sentido absoluto. É ter a capacidade de se modelar sempre, de se renovar sempre, de estar aberto ao novo, ao mistério, sem preconceito, nem convenções. É viver admirando-se consigo e com as circunstâncias. É viver feliz! Livre!
A razão não está com aquele que não se isenta da circunscrição da própria racionalidade, mas com aquele que vê na própria razão uma necessidade contínua de uma flexibilidade a fim da racionalidade não transformar-se, em razão fora da razão, uma racionalidade irracional. 



A partir do momento que você começa estudar filosofia, superficialmente que seja, vai se reencontrando com as perguntas, reformulando-as sem cessar, conforme mais se aprofunda. E compreende que o que importa de fato, não são as respostas; elas têm uma certa importância significativa. No entanto, são as perguntas, incessantes e renascidas, que gera a força propulsora a fim de alcançar um sentido maior, e uma alegria inexplicável, para a própria existência.

Encerro aconselhando-vos a agir como o célere e antigo filósofo chinês Confúcio, que ''não procurava saber as respostas, mas compreender as perguntas''.

Boa reflexão.  

Vi no blog: http://amorasophiatuliorocha.blogspot.com.br/




Foucault, o corpo e o poder disciplinar

Resumo
          Michel Foucault, ao diagnosticar mecanismos de poder na sociedade, qualifica o poder disciplinar, como autor dos acontecimentos decorrentes de uma atitude padronizada dos homens na modernidade. Para ele vivemos a Era dos corpos disciplinados, onde a disciplina produz, para a modelagem e controle dos corpos, ferramentas que vão nortear todo o processo de construção do poder e normatização das condutas, adotando caracteres para sua aquisição. Assim em relação aos corpos a noção de beleza exterior se tornou tão importante que marca a atualidade como a sociedade da aparência, dos rostos e corpos belos e esbeltos, tudo, graças aos mecanismos exigidos e tidos como verdadeiros pelo poder disciplinar que fazem do uso de atributos, como veículos de informação, para controlarem a sociedade.

          Unitermos: Michel Foucault. Corpo. Poder disciplinar

Introdução
    Ao afirmar que “em qualquer sociedade, o corpo está preso no interior de poderes muito apertados, que lhe impõem limitações, proibições ou obrigações” (FOUCAULT, 2004, p. 126), Foucault já explicita que micropoderes perpassam todo o corpo social, acarretando em transformações e modificações de condutas nos indivíduos. O corpo social, ao longo dos séculos, se consolida como algo fabricado, influenciado por uma coação calculada, esquadrinhado em cada função corpórea, com fins de automatização.
Resultado de imagem para foucault    O homem é o principal alvo e objeto do poder, que tem como meta, a tarefa de incorporar nos corpos características de docilidade. É dócil “um corpo que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado” (Ibid, p. 126). Suas formas de modelagens são dadas através do adestramento, sendo utilizado como uma poderosa ferramenta de controle, que age de forma disciplinadora, considerado como uma das “fórmulas gerais de dominação” (Ibid, p. 126).
    Assim “a disciplina, segundo a genealogia foucaultiana, diz respeito tanto a uma modalidade de poder que se caracteriza por medir, corrigir, hierarquizar, quanto torna possível um saber sobre o indivíduo” (PINHO, 1998, p. 189). Sob o olhar da disciplina existem técnicas que norteiam todos os processos de modelagem.
As técnicas de controle disciplinar
    Fórmulas pelas quais o poder se exemplifica:
  • Escala. Tem como premissa o trabalho no detalhe, agindo sobre o corpo de modo infinitesimal, exercendo “sobre ele uma coerção sem folga” (FOUCAULT, 2004, p. 126).
  • Objeto. Onde “se faz mais sobre as forças do que sobre os sinais” (Ibid, p. 126).
  • Modalidade. Controle do tempo, espaço e movimento: “coerção ininterrupta, constante, que vela sobre os processos da atividade mais que sobre seu resultado” (Ibid, p. 126).
    A modelagem dos corpos atribui caracteres de docilidade, tornando o corpo útil e produtivo ao aumentar sua submissão e obediência. Seria, portanto, uma política de coerções, uma ideologia calculada no detalhe que tem como finalidade o controle e modelagem de atitudes, gestos e comportamentos.
    Ressaltando que este poder coercitivo se aplica na sociedade de diferentes modos, de formas múltiplas, através “de origens diferentes, de localizações esparsas, que se recordam, se repelem, ou se imitam, apóiam-se uns sobre os outros, distinguem-se segundo seu campo de aplicação, entram em convergência e esboçam aos poucos a fachada de um método geral” (Ibid, p.127).
    A disciplina produz, para a modelagem e controle dos corpos, ferramentas que vão nortear todo o processo de construção do poder e normatização das condutas, adotando caracteres para sua aquisição: “constrói quadros; prescreve manobras; impõe exercícios; enfim, para realizar a combinação das forças, organiza ‘táticas’” (Ibid, p. 150). Diante destes processos progressivos é retirado cada momento do tempo dos indivíduos, perpassando uma escala gradual e evolutiva em busca do aumento de suas potencialidades, criando assim “uma nova maneira de gerir o tempo e torná-lo útil, por recorte segmentar, por seriação, por síntese e totalização” (Ibid, p. 145).
    A disciplina “visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente” (Ibid, p. 127). Portanto, ela fornece subsídios para o aprimoramento das técnicas, aumentando em grandeza diretamente proporcional suas utilidades, enraizadas em preceitos de docilidade. Seriam, portanto, para Foucault, “métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade” (Ibid, p. 126).
A reprodução das disciplinas
    A disciplina aflora nesta modelagem de condutas revelando-se de diversas formas:
1.     Princípio da localização imediata ou quadriculamento

    O poder disciplinar cria um espaço analítico para “vigiar o comportamento de cada um, apreciá-lo, sancioná-lo, medir as qualidades ou os méritos” (Ibid, p. 131). Meio para se conhecer, controlar, vigiar e também, de “articular essa distribuição sobre um aparelho de produção que tem suas exigências próprias” (Ibid, p. 132), visando a manipulação dos processos para se atingir o resultado eficaz.
    Na busca do melhor rendimento e aumento de produtividade, o poder disciplinar parte para o controle das atividades, disciplinando o tempo dos indivíduos: “trata-se de constituir um tempo integralmente útil” (Ibid, p. 137). Criam-se gestos idênticos e repetitivos para aumentar a precisão dos movimentos, aumenta-se a relação de afinidade entre os corpos e os objetos, para a busca do ápice, até sua utilização exaustiva: “o máximo de rapidez encontra o máximo de eficiência” (Ibid, p. 140). A rapidez é ensinada como uma virtude, uma qualidade tão importante quanto à eficiência.
2.     Elementos intercambiáveis com função de esquematizar uma doutrina

    Frente a isso o poder disciplinar “individualiza os corpos por uma localização que não os implanta, mas os distribui e os faz circular numa rede de relações” (Ibid, p. 133). Intenção de criar um conjunto, com funções que se diferem, mas que se regem do mesmo modo (homogêneo), e para um objetivo comum.
    A grande ferramenta utilizada pelo poder disciplinar para dissipar sua dominação é o exercício, que dentre algumas de suas características está a de servir “para economizar o tempo da vida, para acumulá-lo de uma maneira útil, e para exercer o poder sobre os homens por meio do tempo assim arrumado” (Ibid, p. 146).
    A composição das forças surge com uma proposta de constituir um meio produtivo que vai de certo modo “compor forças para obter um aparelho eficiente” (Ibid, p. 147). Surgindo a idéia do homem como uma máquina multissegmentar, cuja finalidade é a ação conjunta para a busca de um melhor rendimento.
    Este, portanto, se tornou o “ponto chave” da manipulação das condutas (controle do tempo, do espaço e das funções corpóreas), cuja função é a de moldar corpos para fins e objetivos de transformação do homem em “máquina”, tendo como seu combustível o estímulo, para o ápice e a plenitude de funções, buscando a todo custo a melhoria do desempenho. Tornando o homem produtivo, o poder disciplinar o tem explorado para fins de dominação.
Conclusão
    Na sociedade contemporânea, estamos submetidos a um tipo de poder disciplinar capaz de gerir todo um grupo social, com interesses que norteiam todo um aparato de ideologias, que vão moldar e normalizar condutas. O poder age “tomando os corpos dos indivíduos como alvos e pontos de aplicação, investindo-os e produzindo-os conforme uma ordem moral, social, política, produtiva e normativa capitalista-burquesa” (PRADO FILHO; TRISOTTO, 2008, p. 117).
    Esta sociedade faz uso de “técnicas que são simplesmente denominadas ‘disciplina’. A disciplina é uma anatomia política do ‘detalhe’, é dispositivo tático de poder, sustentado por uma racionalidade econômica ou técnica. A disciplina torna-se arte e técnica de compor forças para obter um aparelho eficiente” (WELLAUSEN, 2007, p. 9-10).
    “Essas técnicas que permitem o controle detalhado das operações do corpo, que realizam a sujeição permanente de suas forças e lhes impõe uma relação de docilidade-utilidade, são o que Foucault chama de ‘disciplinas’. Estas visam à formação de uma relação que torna o corpo humano tanto obediente quanto útil, constituindo uma política de coerções que trabalham sobre o corpo, ‘uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus comportamentos’. Essa política passa a ter domínio sobre o corpo dos outros, para que operem como se quer, através das técnicas. A disciplina, arte das técnicas para a transformação, tem por alvo os indivíduos em sua singularidade. E o poder de individualização tem como instrumento a vigilância permanente, classificatória, permitindo distribuir os indivíduos, julgá-los, medi-los, localizá-los e, por conseguinte, utilizá-los ao máximo. Desta forma, ‘a disciplina fabrica corpos submissos e exercitados, corpos ‘dóceis’” (NIEMEYER; KRUSE, 2008, p. 464).
    A disciplina ao agir no detalhe, vai agir sobre os corpos nas mais importantes e também atenuadas incumbências do dia a dia: do simples andar com uma vestimenta característica, ao controle, especifico, em dietas alimentares. Atualmente, investem nos corpos como “uma tecnologia política que desestabiliza fronteiras entre o familiar e o estranho nas práticas corporais contemporâneas” (FRAGA, 2006, p. 63).
    Foucault considera o poder capitalista como uma das formas aparentes da disciplina, exercendo uma vigilância disciplinar sobre o proletário, com o pressuposto de mantê-los sempre sobre seu domínio, tornando-os passivos e não rebeldes. Este “poder capitalista, possui uma positividade no sentido de pretender gerir a vida dos indivíduos e das populações para utilizá-los ao máximo, com um objetivo ao mesmo tempo econômico e político: torná-los úteis e dóceis, trabalhadores e obedientes.” (MACHADO, 2004, p. 30).
    Na proposta de gerir grupos o poder faz uso do controle para otimizar ganhos (resultados): “máximo de rapidez e eficácia” (Ibid, p. 31), maior ganho em menor tempo.
    No que tange a modelagem dos corpos, as técnicas da disciplina visa a criação de “não apenas corpos padronizados, mas também subjetividades controladas” (MISKOLCI, 2006, p. 682). O controle dos corpos se tornou tão importante na atualidade que se constata através da aparência física tudo “aquilo que cada um quer mostrar de sua subjetividade” (SANT'ANNA, 2004, p. 20).
    A noção de beleza exterior se tornou tão importante que marca a atualidade como a sociedade da aparência, dos rostos e corpos belos e esbeltos, tudo, graças aos mecanismos exigidos e tidos como verdadeiros pelo poder disciplinar que fazem do uso de atributos, como veículos de informação, para controlarem a sociedade.

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