google.com, pub-7683722366565923, DIRECT, f08c47fec0942fa0 google.com, pub-7683722366565923, DIRECT, f08c47fec0942fa0
Mostrando postagens com marcador Nossos Escritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nossos Escritos. Mostrar todas as postagens

Os efeitos da implementação do grupo de hiperdia na atenção primária


O Hiperdia é um programa assistencial fornecido pelo SUS nas unidades básicas de saúde, tendo por objetivo o acompanhamento de pacientes que apresentam hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM). Além disso, o Hiperdia busca aplicar a integralidade para entender o sujeito como um todo e o tratar de mesma forma, sendo aplicado o autocuidado, a promoção da mudança de hábitos e etc. Assim, o objetivo dos artigos pesquisados foi a identificação, aplicação e efeitos da implementação do Hiperdia para os usuários. 

A princípio, é necessário entender que a HAS e a DM são, muitas vezes, causada e/ou influenciada por diversos fatores prévios, como estilo de vida, situação socioeconômica, idade, alimentação e prática de exercícios, sendo necessária uma análise prévia de todo o histórico dos portadores de tais doenças. É, ainda, necessária a análise das consequências destas patologias, como AVE, ataques cardíacos, gangrenas e etc... Assim, é possível observar que para entender a funcionalidade do Bipedia no SUS se faz necessário um olhar holístico para o ser e sua relação com o meio. 

Diante disto, um dos métodos para analisar os efeitos da implementação do Hiperdia no SUS é a comparação entre os dados estatísticos de antes e os do presente momento dos objetivos do programa - que já foram citados aqui, entre eles: mudança de hábitos diários, quantidade de portadores crônicos de tais doenças, número de diagnósticos e de outras patologias causadas por portadores de hipertensão e diabetes.

No que se refere ao atendimento, é possível observar que o programa está alcançando um dos princípios do SUS que é a universalidade. Nisto, é notável uma maciça participação de grupos que são minorias sociais ou que sofrem determinados preconceitos, entre eles: mulheres, idosos, analfabetos e pessoas com baixa escolaridade. Assim, o Hiperdia parece corroborar dentro das USF’S para uma ação tão simples quanto rara: um atendimento universal.

Ademais, os grupos de acompanhamento dos indivíduos com HAS e DM passam por observações e questionários, facilitando uma melhor análise de dados para se traçar um perfil epidemiológico. Assim, é notório que os pacientes normalmente apresentam sobrepeso, sedentarismo, antecedentes familiares com problemas de mesmo gênero e alto IMC. Estas informações são úteis não só para a prevenção – já que as estas características acompanham as doenças –, como também para um melhor foco no autocuidado, acompanhamento, tratamento e até mesmo promoção da saúde através de práticas reeducativas para todos, inclusive para os que não estão apresentam as patologias, mas especialmente para aqueles que já estão no perfil epidemiológico (mesmo sem demonstrar desequilíbrios que os classifiquem como portador de HAS E DM).

Classificar os efeitos diretos da implementação do Hiperdia, por outro lado, é um grande desafio diante de determinadas circunstâncias. Diante disso, é difícil calcular o impacto direto do programa pela falta de pesquisas relacionadas diretamente ao assunto – com consequente escassez de artigos – e pelo complicado trabalho que é quantificar o número de pessoas que evoluíram para casos mais graves ou o número de novas pessoas com HAS e DM. Isto se dá pela enorme quantidade de variáveis que estão associadas às doenças e acentuada pela falta ou baixa qualidade de registros.

Contudo, foi possível perceber dois fatores. A princípio, o número de indivíduos que apresentam DM e/ou HAS aumentou mesmo após a implementação do Hiperdia. Isto, é claro, demonstra que a efetividade do programa não está sendo tão eficaz quanto poderia, pois em uma perspectiva pragmática, seu objetivo seria unicamente de diminuir estes dados. Por outro lado, é visível que este aumento se dá pela mudança de vida e de hábitos alimentares pela população em geral, gerando uma consequência desleal ao serviço oferecido pelo SUS – mas, sem desconsiderar que são os próprios hábitos e o autocuidado o foco do programa. É, porém, tangível e comparável os efeitos da implementação do Hiperdia com a diminuição de Hospitalização por Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (HAVEI), sendo evidenciado um impacto do programa na atenção primária.

É, portanto, possível observar que a implementação do Hiperdia no SUS tem seus objetivos e efeitos positivos, mesmo com grandes empecilhos para realizar uma coleta de dados e comparar os efeitos diretos do Hiperdia. Este, que vem sendo desafiado constantemente por uma nova cultura globalizada que idealiza uma vida pouco saudável. Outrossim, é questionável apenas se este é o meio economicamente mais viável para trazer os benefícios que o Hiperdia promete.

- Por Jonatas Carlos

Referências Bibliográficas:

LOPES, Johnnatas Mikael et al . Hospitalização por acidente vascular encefálico isquêmico no Brasil: estudo ecológico sobre possível impacto do Hiperdia. Rev. bras. epidemiol.,  São Paulo ,  v. 19, n. 1, p. 122-134,  Mar.  2016 .   Available from <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2016000100122&lng=en&nrm=iso>. access on  04  Sept.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/1980-5497201600010011.

CORREIA, Lourani Oliveira dos Santos; PADILHA, Bruna Merten; VASCONCELOS, Sandra Mary Lima. Completitude dos dados de cadastro de portadores de hipertensão arterial e diabetes mellitus registrados no Sistema Hiperdia em um estado do Nordeste do Brasil. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 19, n. 6, p. 1685-1697,  June  2014 .   Available from <http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232014000601685&lng=en&nrm=iso>. access on  04  Sept.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232014196.02842013.

SILVEIRA, Janaína da et al . Fatores associados à hipertensão arterial sistêmica e ao estado nutricional de hipertensos inscritos no programa Hiperdia. Cad. saúde colet.,  Rio de Janeiro ,  v. 21, n. 2, p. 129-134,  June  2013 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-462X2013000200005&lng=en&nrm=iso>. access on  04  Sept.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S1414-462X2013000200005.


FERREIRA, Celma Lúcia Rocha Alves; FERREIRA, Márcia Gonçalves. Características epidemiológicas de pacientes diabéticos da rede pública de saúde: análise a partir do sistema HiperDia. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo ,  v. 53, n. 1, p. 80-86,  Feb.  2009 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302009000100012&lng=en&nrm=iso>. access on  04  Sept.  2017.  http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302009000100012.

Prometeu acorrentado [Falta finalizar]



A sociedade que conhecemos hoje é marcada pela tecnologia e também pelo desenvolvimento da ciência. Segundo a mitologia grega, devemos nosso conhecimento nas áreas da ciência e arte a Prometeu, que tornou-se grande inimigo de Zeus depois de lhe apoiar e dedicar sua grande amizade.

Nos primórdios, quando Chrono - pai de Zeus - reinava, houve uma disputa entre os interessados em destronar o atual soberano e os que apoiavam a ascensão de seu filho, entre estes, Prometeu. Quando Zeus se tornou deus supremo, sentiu desejo de destruir a humanidade e criar uma nova raça. Prometeu, no entanto, se opõe à vontade de Zeus. Além disso, ele decide ajudar a humanidade dando-lhe o conhecimento que era exclusivo dos deuses.

A narrativa se desenvolve do início do suplício de Prometeu, que foi castigado a ser preso em um penhasco e ter seu fígado comido por uma ave todos os dias, no entanto, regenerado todas as noites. Hefesto, filho de Zeus, havia sido incumbido de prender o condenado com ajuda do Poder e do Vigor. Havia hesitação por parte de Hefesto em cumprir o seu dever pois para ele o "parentesco e a amizade são forças formidáveis".

Após ser preso com correntes, Prometeu recebe a visita das oceánidas, coro de quinze donzelas que se mostraram compadecidas do seu martírio. Alguns personagens tentam persuadir o condenado a submeter-se a Zeus, deixando seu orgulho de lado, para conseguir o perdão. Entretanto, essas personagens, não têm êxitos em seus intentos.

Surge, então, a figura de Io - também afligida por causa de Zeus -  iniciando um diálogo com Promoteu. Ele, por sua vez, revela uma profecia que consiste na sua própria libertação através de um descendente de Io. Hermes vai até Prometeu na tentativa de descobrir quem será o futuro opositor do deus soberano, porém, nada consegue. Por fim, Prometeu sofre a última etapa do seu castigo, quando uma grande calamidade cai sobre ele.

Bases para o início do pensamento filosófico: do mito à physis



A mitologia, outrora usada para explicar a realidade através do sobrenatural, foi gradativamente substituída pelo naturalismo do pensamento filosófico-científico. O início dessa forma de pensar é atribuída a Tales de Mileto, considerado o pai da filosofia. A transição do mito para a ciência se dá basicamente pelo inconformismo com a maneira antiga do pensamento que já não explana o mundo e seus fenômenos de modo satisfatório.

Tendo como berço a antiguidade grega, a filosofia nasceu como o objetivo de compreender a realidade com base na reflexão e na racionalidade. Dessa forma, a sociedade passou a buscar a justificativa no mundo - que é considerado autoexplicativo - e na sua natureza, se estruturando em fatos e deixando para trás o misticismo em que consistia o conhecimento.

O pensamento filosófico-científico foi impulsionado não somente pela decadência do mito, mas também pelo crescimento das atividades comerciais e políticas: a sociedade se tornava cada vez menos apegada ao abstrato.

Este novo modelo de pensamento ganhou características e fundamentos, entre eles estão:

  • physis - a natureza como foco do estudo e o natural se torna parte essencial na busca pelo conhecimento; 
  • causalidade - também baseada em fenômenos naturais, buscava atribuir todo efeito a uma causa precedente; 
  • arché - propõe a indicação de um elemento básico e inicial para o desenvolvimento da causalidade; cosmo - está relacionado à ordem e beleza firmadas na racionalidade; 
  • logos - trata-se de uma narrativa ou discurso baseado na realidade comprovada; 
  • caráter crítico - este ponto torna as ideias discutíveis e abertas a mudanças através da argumentação.
- Resumo feito por Carolaine Marinho do cap. 1 do livro Iniciação à história da fiolosofia

A reforma protestante e a reação do catolicismo



A Reforma e a reação do catolicismo

     Diversas críticas foram levantadas contra a Igreja ainda no século XVI. Havia insatisfação tanto por parte de setores da elite quanto dos mais desfavorecidos.
     Desse modo, a Reforma já vinha sendo formentada no pensamento de muitas pessoas da época, como o professor John Wycliff e Jan Huss - este acabou condenado à fogueira por protestar contra a Igreja. É importante ressaltar que as ideias desses homens influenciaram Lutero significativamente.
     Lutero, monge formado em um mosteiro agostiniano, se opunha fortemente à venda de indulgências praticada pela igreja católica. Tal prática, segundo ele, feria o princípio bíblico de que a salvação é um dom divino, recebido mediante à fé e submissão a Deus. O monge expressa publicamente seu inconformismo com a Igreja ao expor as famosas 95 teses na igreja de Wittenberg em 31 de outubro de 1517.
      O papa Leão X, um dos principais opositores da Reforma, publicou em 1520 a bula papal Exsurge Domini. Através desse fato, o papa demonstrou sua reprovação em relação a Lutero. Por causa de sua forte resistência a ao papa Leão, Martinho foi levado a julgamento na Dieta de Worms em 1521. Apesar de ter sido condenado, conseguiu o apoio de alguns alemães nobres que estavam interessados no enfraquecimento do poder da Igreja.
     Dessa forma, os protestos de Martinho Lutero foram vistos por alguns como uma oportunidade de atender a interesses pessoais que estavam além do setor religioso. Por exemplo, certos monarcas, por questões económicas, achavam conveniente apoiar a Reforma porque ela poderia enfraquecer o poderio do clero. Além disso, a burguesia se interessava em liberdade económica que poderia ser conquistada sem a interferência da Igreja.
     Com o apoio de nobres e burgueses, as ideias do monge alemão ganhou gradativamente mais atenção e influência. Suas principais críticas estavam pautadas nos abusos e erros teológicos cometidos pelo catolicismo. Propunha, então, algumas mudanças para reformá-lo: a primazia pelos ensinamentos bíblicos em detrimento da hierarquia clerical; exclusão de boa parte dos sacramentos, mantendo apenas o batismo e a eucaristia; substituição do latim pelo alemão nas cerimônias; permissão do casamento para os sarcedotes; além da tradução da bíblia. Surgia assim, a Igreja Luterana.
      Lutero não visava uma reforma social, mas essencialmente religiosa. No entanto, muitas pessoas chegavam ao protestantismo com esperanças de uma transformação social. Como consequência disso, surgiram várias revoltas, como as dos cavaleiros e dos camponeses. Além desses, é importante lembrar dos anabatistas que foram representantes de um movimento mais radical.
     Zwinglio iniciou a Reforma na Suíça, mas foi morto em conflitos com católicos. João Calvino -governador de Genebra - garantiu a continuidade e o estabelecimento do movimento; suas ideias ficaram conhecidas como Calvinismo, doutrina que pregava basicamente a predestinação, a soberania da onisciência e onipotência de Deus. O calvinismo agradou muitíssimo a burguesia porque valorizava o trabalho e não marginalizava o lucro. Segundo Calvino, todos deveriam ter acesso às escrituras e também compreendê-la. Em virtude disso, havia uma grande preocupação com a educação dos adeptos.
     A Inglaterra por sua vez, teve o rei Henrique VIII como reformador. Ele entrou em confronto com o papa Leão Clemente, principalmente por motivos políticos. O monarca desejava anular seu casamento com Catarina de Aragão, porém foi ignorado pelo Papa. Então, o rei promoveu a Reforma e assim conseguiu o almejado divórcio. Como resultado houve o afastamento do clero e o fortalecimento do absolutismo. A partir disso, Henrique VIII tornou-se chefe da Igreja Anglicana.
     Já na França, a Reforma encontrou grandes dificuldades. Os confrontos entre católicos e protestantes -huguenotes- foram marcados por muita violência. Em 1572 acontecia um dos massacres mais conhecidos: Noite de São Bartolomeu. Protestantes foram assassinados em massa nesse evento. O protestantismo não venceu a grande influência da Igreja na Espanha e Itália, onde a Inquisição foi usada como mecanismo de repressão.
     Surgiram muitas tentativas de reestabelecer a força e influência da Igreja. Entre as mais significativas é possível citar a Companhia de Jesus, a ação dos Jesuítas e a divulgação por meio da catequese, além da criação de instituiações como universidades e colégios. É importante ressaltar também as medidas da contra-reforma que objetivavam o controle do protestantismo e o reparo de falhas cometidas pela Igreja -como a eliminação da venda de indulgências. Realizou-se o Concílio de Trento, em 1545, com a finalidade de unificar a doutrina e fortalecer a autoridade do papa. Apesar dos esforços de melhorar sua imagem diante da sociedade, a Igreja manteve a censura e repressão por meio de castigos e da Inquisição.

- Por Carolaine Marinho

Referência:

REZENDE, Antônio Paulo; DIDIER, Maria Tereza. Rumos da História: história geral e do Brasil. 2.ed. São Paulo: Atual, 2005.
     


Critérios de Textualização

Critérios de Textualização



Para tanto, será utilizado o teórico Marcuschi 

Para uma melhor organização de um texto postula-se alguns critérios de textualização: 

* O que são: Termos usados como referência para produção de um texto. A partir de tais critérios é possível conceber uma construção linguística de forma organizada e lógica, evitando sequências desordenadas. 

* É importante lembrar: Critérios de textualidade (Base - ausência de algum não compromete o sentido do texto) ≠ Leis linguísticas (Obrigatoriedades).

* Quais são?

1. Coesão: Estruturação da sequência, permite a ligação entre os enunciados. É um facilitador da produção de sentido, mas não é totalmente responsável pela produção de sentido. A coesão não é irrelevante, no entanto, não é necessária para a construção de sentido de um texto. 
Ex.: Lista de tarefas; Elementos coesivos; 

2. A coerência: Possui foco na semântica, ou seja, no sentido do texto, na disposição lógica das ideias. Desse modo, se trata de um elemento de extrema importância pois diferentemente da coesão, a coerência é produtora de sentido. É imprescindível ressaltar que, em muitos casos, a coerência requer um certo conhecimento prévio do leitor.
Ex.: Lista de tarefas

3. Intencionalidade: É um termo bem sugestivo, pois se trata da intenção do autor ao produzir determinado texto. Nesse ponto, ha uma certa subjetividade, pois não se sabe ao certo se a pretensão deve ser buscada no próprio texto ou na intenção do produtor do texto.

4. Aceitabilidade: Está relacionada ao contexto. Algumas produções textuais serão aceitas, ou não, de acordo com a situação e a que se destina. Por exemplo, um texto sem coesão pode ser aceitável em diversos momentos, enquanto um contexto formal não irá, mesmo que possua coerência. 
Ex.: Documentos oficiais.

5. Situcionalidade: É o critério que objetiva a compreensão de um texto com base em determinado contexto interpretativo, ou seja, com a situação em que será inserido. Genericamente falando, a situcionalidade é uma mistura da intencionalidade com a aceitabilidade pois se preocupa em estabelecer uma intenção prévia de acordo com o contexto a que se destina. (Podemos entender que a situcionalidade permite o melhor aproveitamento de um texto de acordo com o contexto). 

6. Intertextualidade: Permite estabelecer relações entre os texto; Isto significa dizer que se trata de retomada de ideias já expostas em outros texto, ou da referência direta a esses texto. OBS.: Intertexto ≠ reprodução/cópia.

7. Informatividade: Se refere ao nível de informações inseridas em um texto. Quanto mais informações relevantes, mais proveitoso será ele. 


- Por Carolaine Marinho

A regulamentação do trabalho doméstico

Ludismo no século XXI?

     Segundo Karl Marx: "A história da humanidade nada mais é do que a história da luta de classes”. Nessa perspectiva, insere-se os trabalhadores domésticos, classe essa que é muito subjugada por uma herança história de dominação, assim como, também por uma desigualdade social gritante. No entanto, com leis voltadas especificamente para essa classe, os trabalhadores veem conquistando grandes direitos.
     De princípio, é válido notar que o Brasil traz consigo uma herança história da escravidão que ainda persiste. Do ponto de vista pragmático, o sociólogo Michel Foucault, explicou que os indivíduos estão sempre a impor os seus discursos para alcançar o poder dominar os subjugados. Sendo assim, a perpetuação da estrutura senhorial e, sendo o Brasil o país que mais resistiu a abolição -sendo o último país da América do Sul a abolir a escravidão - também perpetua a imposição de seus discursos, tendo como consequência a exploração dos trabalhadores domésticos.
     Nesse sentido, vale lembrar ainda que até mesmo o fim da escravidão trouxe problemas que existem até os dias de hoje na vida dos trabalhadores domésticos. Em uma breve retrospectiva, é possível observar que a abolição não foi acompanhada de uma assistência social para os alforriados, assim, segregando-os e colocando-os em uma posição em que se veem obrigados a aceitarem qualquer emprego para conseguir sobreviver. Assim como ocorreu, pela falta de leis, na primeira Revolução Industrial, na qual os trabalhadores foram submetidos a condições subumanas de trabalho.
     Observa-se, portanto, que o trabalhador doméstico é a vítima de uma séria de acontecimentos históricos que parecem se repetir, sendo esses potencialmente mais afetados por viverem lado a lado com os seus “senhores”. Nesse contexto, para evitar extrapolações, deve ser criado um sindicato dos trabalhadores domésticos que dê assistência social e mostre os direitos para essa classe. Assim como faz-se necessária maior ação do legislativo e executivo, respectivamente, em criar leis voltadas exclusivamente para os trabalhadores domésticos e punir os que transgredirem esses direitos. Assim, garantindo os direitos legais dessa classe e evitando um Ludismo no século XXI.

- Por Jonatas Carlos



A legalização do aborto em questão no séc XXI



Legalização do assassinato de indefesos

    Hodiernamente, o movimento feminista tem estado em evidência na mídia ao levantar a bandeira pró-igualdade e liberdade. Contudo, entre esses temas, a defesa da legalização do aborto cria um sério problema ético que chega a contradizer suas ideias e inconstitucionaliza o movimento: O assassinato de indefesos.
   Neste contexto, o movimento rompe com uma premissa moral e constitucional: O direito à vida. Para tal, vale lembrar do Art. 5º da Constituição:"Todos são iguais perante a lei... garantindo-se a todos a inviolabilidade do direito à vida." Diante disso, há quem tente argumentar afirmando que um feto ainda não é um ser vivo. No entanto, se até mesmo um ser acelular, como os vírus, são considerados vivos, quem dera os fetos?
   Vale lembrar ainda que o problema da legalização do aborto vai além de uma questão moral e abrange também questões sociais e educacionais. Em contraste com a geração "babyboom", essa nova geração, que busca maior autonomia, não pretende ter tantos filhos. Esse fato, no entanto, aliado a uma desinformação sexual, desestrutura familiar e financeira corrobora para que muitos casais busquem clínicas iligais para realizar o aborto por conta de gravidezes indesejadas. Diante disso, fica evidente que a busca pela legalização do aborto por conta das péssimas condições dessas clínicas é combater as consequências e não as causas do problema.
   Observa-se, portanto, que a questão da legalização do aborto tem como princípio uma questão educativa e pode transformar-se, se não remediada, em uma questão ética. Desse modo, cabe a mídia a divulgação de campanhas e propagandas sobre os métodos contraceptivos. Assim como cabe ao governo a promoção de palestras e cartilhas de educação sexual tanto na escolas e universidade quanto no âmbito social em geral. Assim, será criada uma sociedade consciente onde clínicas ilegais ou a violação do direito à vida torne-se-ão incogitáveis.

- Por Jonatas Carlos

A igualdade entre os gêneros no século 21

   
      Século III a.c: A primeira democracia, em Atenas, já se inicia consolidada em valores patriarcais e com divisões por gêneros e raças. Esse modelo de sociedade foi considerado ideal e consequentemente copiado por diversas nações e, desse modo, a desigualdade entre os gêneros também foi perpetuada. Contudo, diante da democratização da informação e lutas sociais, essas minorias estão gradativamente a conquistar seus devidos direitos.
     De um ponto de vista superficial, há quem acredite na livre meritocracia para a obtenção de direitos. Esses, no entanto, esquecem-se que por detrás de uma sociedade ilusoriamente diversificada, existem as instituições de poder e domínio estão estagnadas nas mãos de poucos. Assim como sistematizou o sociólogo Foucault no "Discurso do método" ao afirmar que apenas os discursos dos que detêm o poder mudam, contudo, a hierarquização permanece inalterada.
      Ainda assim, é válido ressaltar o poder das intervenções políticas para provocar mudanças em prol da equidade. No Brasil, por exemplo, muitas conquistas ficam evidenciadas, não só pelo direito ao voto feminino em 1932, como também na defesa da igualdade no artigo 5º. da constituição cidadã de 1988. Dessa forma, a inserção de grupos marginalizados no cenário político não só contribuíram para a quebra de paradigmas históricos, como também colocou em destaque pautas relacionadas à igualdade entre os gêneros.
    Observa-se, portanto, que as minorias já conquistaram muitos direitos, todavia, ainda existem muitos problemas a serem solucionados. Desse modo, cabe ao governo a criação de cotas para os grupos socialmente excluídos em determinadas áreas, inserindo-os, gradativamente, em setores conservadores. Além disso, cabe aos pais e as instituições de ensino a educação das crianças, conscientizando-as acerca dos direitos e deveres do cidadão e sobre a percepção da igualdade, sem distinção de qualquer natureza. Assim, a equidade se tornará uma realidade tão natural a ponto de que suas discussões se tornem apenas lembranças.

- Por Jonatas Carlos

Geração smartphone: os efeitos dessa tecnologia no cotidiano do jovem brasileiro

Tema:   Geração smartphone: os efeitos dessa tecnologia no cotidiano do jovem brasileiro
Título:  Os pixels do conhecimento
                                                 

 







    Assim como o surgimento da escrita demarcou a separação entre a história e pré-história, ao possibilitar uma evolução nos processos de comunicação, os smartphones surgem para revolucionar e ampliar as barreiras de transmissão de conhecimento e armazenamento de informação. No entanto, o uso dessa nova tecnologia necessita ser cautelosa - especialmente aos jovens - para que as vantagens desse meio não sejam subvertidas.
   Primeiramente, é válido notar a revolução que as novas tecnologias podem causar no âmbito escolar. Uma vez que os aparelhos podem suprir diversas dificuldades, pois não só possibilitam maior prática no armazenamento de conhecimento, ao ter a capacidade de compactar centenas arquivos, podendo substituir diversos livros e exercícios, como também inviabiliza maior praticidade e rapidez no acesso a tais informações. Desse modo, além de impulsionar a educação, também pode ser um fator considerável para diminuir o desmatamento.
   Contudo, por outro lado, o acesso irremediado a esses meios podem trazer sérias consequências sociais e físicas, principalmente aos jovens que muitas vezes não enrijecessem os seus limites. Como por exemplo, o uso desordenado dos aparelhos nas salas de aula pode tornar-se um grande problema, porquanto os alunos muitas vezes negligenciam a explicação do professor e passam a dar  mais atenção aos eletrônicos. Além disso, por apresentarem diversos meios de atração, os usuários podem se tornar viciados e desenvolverem males como o isolamento social e o sedentarismo.
    Observa-se, portanto, que  a partir de um uso equilibrado, as novas tecnologias podem servir para a ampliação e aperfeiçoamento dos processos educacionais e informacionais. Dessa forma, cabe ao governo um trabalho em conjunto a desenvolvedores de conteúdo, para que seja criado um sistemático portal de educação que viabilize uma informação de qualidade que possa ser utilizado tanto individualmente pelos alunos quanto pelas escolas. Ademais, cabe aos diretores de instituições de ensino e aos responsáveis pelos alunos, a educação, tanto para educadores, quanto aos discentes, para eles adquiram disciplina e possam ter consciência das mais diversas vantagens que o uso consciente dessa nova tecnologia traz.

- Por Jonatas Carlos

Os Limites do Humor

                                                       Os 60km/h do Humor                                
            
      Normalmente, os limites são impostos para evitaram possíveis exageros, como no trânsito, em que existem os limites de velocidade para diminuir as chances de acidentes. Todavia, no humor, muitos comediantes ultrapassam seus limites e, metaforicamente, atropelam conceitos, reputações e a  ética em nome do humor. Causando verdadeiros acidentes morais.
     Sob o pretexto da liberdade de expressão muitos comediantes estão praticando apologia à homofobia, à xenofobia, ao racismo e outras minorias. Tal fato em consonância com a democratização da informação, pessoas de todas as idades tem contato com esse humor sujo. Neste contexto, muitas crianças e adolescentes, as quais estão em processo de aprendizagem quanto ao discernimento moral, não só são influenciadas a desenvolverem estereótipos dos grupos-alvos dos comediantes, como também perpetuam preconceitos.
     Vale lembrar ainda que os alvos das piadas são muitas vezes minorias, como negros, gays e obesos, os quais, evidenciados em piadas, tornam-se alvos fáceis para a prática do "Bullying".  Outro problema resultante desse humor sem limites são as brigas étnicas-religiosas. Algumas nações e religiões mais extremistas não aceitam tal humor sendo praticado com eles, levando-os a tomares medidas extremamente radicais, como ficou evidenciado no ataque à revista Charlie Hebdo.
        Observa-se, portanto, que existe uma necessidade ética e moral de o controle do conteúdos das piadas. Sendo assim, cabe ao governo não só punir os autores de tais piadas de cunho preconceituoso, como também uma ação conjunta entre pais e professores para educarem as crianças o quão mau o humor pode tornar-se. Desse modo, o ideal de educação Pitagórico será alcançado e, em nome da ética, os limites do humor nem mais precisarão serem discutidos.

- Por Jonatas Carlos

A questão da intolerância no caso Charlie Hebdo

No Brasil tanto a censura quanto a intolerância religiosa são crimes, de acordo com o artº5 da constituição e a Lei nº 11.635, respectivamente.


 
  Recentemente uma revista que faz tirinhas e charges foi atacada por terroristas. No entanto, esse não foi mais um alvo aleatório de terroristas. Os terroristas atacaram especialmente o escritório da Charlie Hebdo em resposta a tirinhas que a revista tinha feito satirizando a figura do profeta Maomé, o qual é sagrado para os muçulmanos.


   Diante disso, a internet e o mundo se dividiram em dois: Um grupo defendendo a todo custo as vítimas do atentado terrorista e outro defendendo que a Charlie Hebdo errou por publicar as charges.


   Porém, penso eu que se deve ter um pouco mais de cuidado ao se tratar de assuntos sérios como esse. Então, vamos começar colocando as cartas na mesa. De um lado temos uma revista de esquerda que critica e satiriza basicamente todas as religiões e políticas que contrariam as ideias de seus  idealizadores que defendem suas ideias com desenhos, e de outro existe um grupo radical de uma religião que não aceita criticas e defendem seus ideais com o uso da força.


    Nesse contexto, é possível afirmar que de forma alguma tirar o bem mais precioso de alguém - a vida - é algo válido e racional. Sendo assim, a atitude dos terroristas é algo que não pode ser equiparada ou equilibrada em resposta à algo, nem mesmo uma morte deve ser paga com outra, quanto mais um desenho. Logo, para as pessoas que defendem a ideia de que "eles começaram" devem rever seus princípios morais.


    Por outro lado, a 3ª Lei de Newton afirma que para toda ação existe uma reação, de forma que a reação seria equivalente com a ação, todavia, alguns grupos étnicos e culturais, principalmente os mais conservadores, muitas vezes não tem a capacidade medir forças quantos ao uso da mesma, haja vista suas heranças históricas e culturais, onde o uso da violência se tornou algo natural. Já dizia o velho ditado "quem mexe com fogo pode se queimar" e quando se trata de um mundo com distintos valores morais e religiosos tal ditado pode se tornar uma grande catástrofe.



- Por Jonatas Carlos
  

A questão dos refugiados no mundo contemporâneo

Tema: A questão dos refugiados no mundo contemporâneo

Título: Malabarismo para encontrar a virtude Aristotélica








       Ao longo da história já ocorreram diversas dispersões humanas, entre elas, a fuga dos Calvinistas para a América durante a Revolução Inglesa e as várias diásporas dos judeus. Hodiernamente, mesmo diante de um mundo politicamente mais estável, milhares de pessoas saem de seus países por conta de guerras e perseguições. Mas esse é apenas o começo dos problemas desses emigrantes.
    Diante deste cenário é preciso, antes de tudo, analisar a raiz desse problema: as guerras e perseguições.  Quando a Primavera Árabe ocorreu em 2012, ela derrubou vários governos ditatoriais. Tal contexto, diante de uma primeira análise parece ser positivo mas trouxe, na verdade, inúmeros problemas por conta da descentralização do poder e ascensão de grupos radicais que lutam por territórios. Diante disso, muitos civis se veem obrigados a abandonarem tudo que tem em busca de paz em países ao redor do mundo, especialmente os Europeus. Utopia.
      As dificuldades desses refugiados continuam não só ao longo das viagens como também nos países receptores. Pela falta de suporte - e até dificultação - dos governantes aos emigrantes, esses procuram, como última saída, meios ilegais e perigosos para fazerem a travessia para os países destinos. Além disso, ao chegarem a tais países, muitos são vistos como inimigos a partir de um pensamento etnocêntrico, egoísta e muitas vezes xenofóbico dos anfitriões.
     Observa-se, portanto, que o problema dos refugiados é uma questão mundial tanto do ponto de vista político quanto da ética. Sendo assim, cabe a organismos supranacionais, como a ONU, a intervenção humanística nessas guerras com o objetivo de reprimi-las e trazer estabilidade para os países políticos, através do reconhecimento de líderes dessas regiões e ações militares, quando necessário. Assim como, cabe aos líderes dos países de atração desses imigrantes a criação de políticas públicas voltadas para esses, sendo voltada desde a entrada desses nos países, a criação de oportunidades de bem estar social, como empregos, e educação dos nativos frente a tais refugiados. Desse modo, o mundo alcançará o equilíbrio - a virtude Aristotélica - e o direito de todos será garantido.

Nota 1000 no descomplica

- Por Jonatas Carlos

Alimentação irregular e obesidade no Brasil



Tema: Alimentação irregular e obesidade no Brasil

Título: A física explica

  










       A terceira Lei de Newton afirma que para toda ação existe uma reação. Os brasileiros, no entanto, no que se refere a uma alimentação saudável, parece não estarem incomodados com esse princípio físico. Desse modo, altos índices de obesidade e suas respectivas consequências podem até serem consideradas naturais para a geração fast food.
   Nesse sentido, os tempos modernos marcado pela velocidade e expansão do capitalismo, se apresentam como um prato cheio para uma má alimentação. Nesse contexto, os tempos líquidos de Bauman ganham sentido, sendo esse expresso através da catastrófica combinação entre irracionalidade consumista, falta de tempo e expansão imperialista expressa nas redes de comida rápida e enlatados.
     Com efeito, a manutenção desse estilo de vida nada saudável, já condiz com a física e apresenta sérios resultados. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso. Dado alarmante que deve, se não tratado, vir seguido de uma série de outros problemas de uma série de outros problemas que afetam tanto a saúde física quanto a mental. Entre eles, doenças como a diabetes, hipertensão e depressão pelo não aceitação do próprio corpo frente a uma contraditória mídia e sociedade que também padroniza o corpo ideal.
    Observa-se, portanto, que uma alimentação irregular apresenta real potencial de criar uma endêmica reação. Nessa perspectiva, cabe ao governo, através do Ministério da Saúde, a criação de campanhas educativas acerca de o consumo consciente, alimentação saudável e incentivo à prática de esportes como meio de combate à obesidade. Além disso, pais e professores - especialmente os de educação física - devem trabalhar na educação dos mais jovens para que esses cresçam saudáveis e conscientes das reações advindas de uma má alimentação.


 - Por Jonatas Carlos

https://docs.google.com/document/d/1-8tyeQ3A0yBF7cpjPyNrrXQr6qsZTYbC/edit?usp=sharing&ouid=115272958478805811733&rtpof=true&sd=t...